terça-feira, 20 de setembro de 2011

Poemas selecionados da obra Varadouro, de Políbio Alves


O dia da gincana cultural e ecológica da nossa escola está se aproximando (30-09-11) e uma das provas (prova nº 9) é declamar um poema de Políbio Alves. Todas as turmas do fundamental II estão participando dessa gincana e daí veio a dificuldade dessa prova, pois só conheceram a poesia de Políbio Alves os oitavos anos. Sendo assim, para facilitar a vida dos que vão executar essa prova da gincana, selecionei três poemas da obra Varadouro. A seleção teve como critério o nível da linguagem e o conteúdo, já que muitos consideram os poemas de Políbio um tanto quanto complexos.
Espero que gostem dos poemas e para quem vai declamar, escolha o que mais lhe agrada, pois quando gostamos do que fazemos, tudo fica mais fácil. Boa sorte para os participantes! 


Face a face
a história se remonta:
o passado,
o real,
irreal;

o trem de hoje nem conta

                                        a Maria Fumaça fausta, 
                                        no tempo exausta,
                                        desapareceu.

Alves, Políbio. Varadouro. 3ª ed., João Pessoa:Editora Universitária/UFPB, 2003, p. 34.

                                        A velha cidade
      conserva
o sortilégio dos mesmos
hábitos e lembranças
                 (contundente corpo
                                     estranho)
               arrasta o armorial
                                          mistério do seu tropismo ancestral –

canoas,
                 Fábricas
                          & lérias proas,
                  cheiro podre, lama
                   exorta-se o homem.

Alves, Políbio. Varadouro. 3ª ed., João Pessoa:Editora Universitária/UFPB, 2003, p. 36.


O Varadouro

ainda pulsa

         vive

explode cheio de sangue
entrecortado de mangue.

                                               Ancoradouro
                                               sumidouro
                                                     retrata
                                        veias e o coração
                                        da velha cidade.


Alves, Políbio. Varadouro. 3ª ed., João Pessoa:Editora Universitária/UFPB, 2003, p. 52.

Um comentário:

  1. Polibio, meu amigo! Quanto mais o tempo passa mais vou me aproximando da beleza dos seus versos. E do significado social do seu grito.
    Quando chegar, tenho novidades a conversar.
    Palava liberta.

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